domingo, 4 de maio de 2014

VIAGEM


Estou no lugar de sempre
Ainda nem acordei direito
E como sempre, no mesmo quarto de sempre
Com os lençóis ensanguentados de tristeza


Viro pro lado e lá estão elas:
As ríspidas lembranças afiadas
Que maldosamente expulsam
Minha sanidade lilás
E aos poucos enchem minhas entranhas
Com uma mágoa quente e amarga
Que em lagrimas de fúria deixam meu corpo

Viro pro outro lado enfrentando emoções agressivas
Espancando meus intranquilos sentimentos
Nesse momento, minha pele transpira
Uma agonia espessa e venenosa
Que marca perfurando os caminhos da minha mente
É uma tortura silenciosa atormentada
Por uma felicidade pavorosa
Que insistentemente surge
Destruindo meus instantes de suavidade

Essa viagem que sangra nossa alma
Traz a sensação dolorosa que
Tudo vai dar certo
Após algumas voltas dos ponteiros do relógio
Meus braços já estão cansados
E no fundo da turbulência da minha massacrante
E adorável crise gosto de acreditar

Que tudo vai acabar bem.


Og Maron. Arquivo Pessoal e de Internet.

3 comentários:

  1. Acho bem interessante!
    Me identifiquei em algumas frases. Muito Bom!

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  2. Og, estou levando este poema para a 5ª Antologia da AVEC, está certo? Abraços

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